
06/10/2026
Cabelos que normalmente seriam descartados como lixo em salões de beleza e barbearias estão ganhando uma nova função no Rio de Janeiro: ajudar na despoluição da Baía de Guanabara. Pela primeira vez no Brasil, fardos produzidos com cabelos recolhidos em diferentes partes do país foram instalados em uma barreira de contenção de lixo flutuante na Ilha do Fundão, onde fica o campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Ao todo, 300 fardos de cabelo foram acoplados à estrutura. O objetivo é contribuir para a filtragem de óleo e de outras substâncias poluentes, como metais pesados, além de proteger os manguezais da região, afetados pela poluição causada por esgoto e resíduos oleosos de embarcações.
O projeto é desenvolvido pela ONG Fiotrar e utilizou 240 quilos de cabelo doados de várias regiões do Brasil.
Segundo a fundadora da organização, Mariana Robrahn, o material é empregado de diferentes formas no processo de descontaminação.
“A gente tem os fardos de cabelo, que são utilizados de uma forma preventiva. Temos as mantas, que são usadas em um eventual derramamento de petróleo, em algum desastre em que possamos atuar. E também temos a atuação do cabelo como meio filtrante”, explicou.
As estruturas foram instaladas no fim do mês passado e devem ser substituídas a cada quatro meses.
De acordo com a ONG, testes realizados em laboratório mostraram que cada grama de cabelo consegue reter até cinco gramas de óleo.
A matéria na íntegra pode ser lida no g1
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