UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
O ‘pretinho básico’ dos répteis pré-históricos

09/01/2014

De filmes clássicos como “O mundo perdido” a produções modernas cheias de efeitos digitais como “Jurassic Park”, passando por livros, enciclopédias e desenhos animados, os dinossauros têm sido retratados como animais monstruosos com os mais diversos tamanhos, formas e cores. Mas embora seus fósseis deem boas pistas sobre as duas primeiras características, a última permaneceu fruto puro e simples da imaginação de artistas e ilustradores. Agora, porém, cientistas conseguiram recuperar os primeiros vestígios de pigmentação em restos de animais extintos há milhões de anos, e sua cor preferida era o preto.
O caminho para chegar a este “pretinho básico” da moda dos répteis pré-históricos, no entanto, não foi nada fácil. Para tanto, os pesquisadores liderados por Johan Lindgren, da Universidade de Lund, na Suécia, tiveram que submeter amostras retiradas dos fósseis de uma tartaruga-de-couro de 55 milhões de anos, de um mosassauro de 86 milhões de anos e de um ictiossauro de 190 milhões de anos a detalhados exames de sua estrutura atômica usando espectrômetros de massa e poderosos microscópicos eletrônicos de varredura. Com isso, eles conseguiram demonstrar que as manchas encontradas nos fósseis não tinham sido produzidas por bactérias, mas sim que eram raros fragmentos de pele bem preservados contendo em sua maior parte melanina. Além disso, eles observaram a presença de agrupamentos ovalados de massa escura que lembram os melanossomos, organelas intracelulares responsáveis pela produção de melanina.
Segundo Lindgren, a preferência destes animais em “vestir” preto teria duas explicações básicas. Como todos são répteis marinhos, a primeira seria que a coloração escura os ajudaria a se camuflarem e esconderem na escuridão do fundo do mar onde nadavam. Já a segunda é que a cor absorve mais radiação solar, colaborando para a manutenção de seu equilíbrio térmico no frio destas profundezas e permitindo que sobrevivessem nas águas gélidas do Ártico e Antártica, onde seus fósseis foram encontrados.
Em prosseguimento à pesquisa, publicada na edição desta semana da revista “Nature”, Lindgren e sua equipe pretendem agora identificar os outros pigmentos que estariam presentes nos restos dos animais, adicionando mais cores à paleta da vida pré-histórica.

Fonte: O Globo

Novidades

Helicóptero lança ´chuva´ com 4 toneladas de sementes para reflorestar área de Mata Atlântica e recuperar palmeira ameaçada no ES

13/10/2026

Cerca de quatro toneladas de sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) foram lançadas de um helic...

Desmatamento cai 30% no cerrado e sobe 9% na amazônia em setembro

13/10/2026

Os índices de desmatamento caíram no cerrado e subiram na amazônia em setembro. A área sob alerta na...

Queimadas quase quadruplicam no Amazonas, e Manaus fica sob fumaça; entenda o cenário

13/10/2026

Manaus amanheceu nesta sexta-feira (9) mais uma vez coberta de fumaça. A Defesa Civil disparou um al...

FAB envia aviões para ajudar no combate a queimadas no Amazonas

13/10/2026

A FAB (Força Aérea Brasileira) vai enviar dois aviões para ajudar no combate aos incêndios florestai...

Manaus atinge níveis graves de poluição por fumaça de queimadas

13/10/2026

A qualidade do ar em Manaus chegou a níveis graves para a população e fez a Defesa Civil disparar al...