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Uma resposta para o paradoxo da Antártica

23/01/2014

Nos últimos anos, uma série de estudos indicou que as regiões polares do planeta são as que mais estão sofrendo com o aquecimento global. Mas enquanto o Ártico dá sinais claros disso, com sucessivas quedas na área de cobertura do gelo oceânico nos verões no Hemisfério Norte, do outro lado da Terra eles são contraditórios: na Península Antártica e nos mares próximos (Amundsen, Bellingshausen e Weddell), no Noroeste do continente, a extensão do gelo tem caído, mas no Mar de Ross, a Leste, ela vem crescendo, o que faz com que, em média, esta cobertura tenha se mantido e até aumentado levemente nas últimas décadas. Agora, porém, os cientistas podem ter encontrado uma explicação para este paradoxo da Antártica, e a responsável seria a oscilação na temperatura de superfície da água do Oceano Atlântico.
Há algum tempo os cientistas já sabem que o clima na Antártica é influenciado pelas variações na temperatura do Pacífico, notadamente por fenômenos de menor duração, como o El Niño e a La Niña, respectivamente, o aquecimento e resfriamento das águas do oceano. Até agora, no entanto, a influência das oscilações de temperatura do Atlântico Norte e Tropical, de mais longa duração, tinha sido negligenciada. E foi para preencher esta lacuna que Xichen Li e colegas da Universidade de Nova York analisaram mais de três décadas de dados da temperatura de superfície do Atlântico e sua relação com o clima no continente gelado.
— Nossas descobertas revelam uma anteriormente desconhecida, e surpreendente, força por trás das mudanças climáticas que estão acontecendo nas profundezas do Hemisfério Sul: o Oceano Atlântico — diz Li, principal autor de artigo sobre o estudo, publicado na edição desta semana da revista “Nature”. — Além disso, nosso estudo oferece mais uma confirmação de que o aquecimento em uma região pode ter efeitos de longo alcance em outra região.

Leia a matéria completa em O Globo

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