
06/02/2014
O aquecimento anormal das águas do Atlântico Sul neste verão ficou evidente numa imagem capturada pelo satélite Aqua, da Nasa, no último dia 19. Uma mancha escura de cerca de 800 quilômetros de extensão se formou no litoral dos estados do Rio e São Paulo, chegando a Santa Catarina. Ela é resultado da decomposição de algas, ingeridas por outros micro-organismos, e mortas pela temperatura elevada. Um sinal da onda de calor extremo que deixa meteorologistas e oceanógrafos atentos à possibilidade de ocorrência de fenômenos climáticos como grandes tempestades, que poderiam aparecer no fim do verão carioca e no outono.
A mancha escura, segundo a Nasa, foi provocada pela espécie Myrionecta rubra, um micro-organismo protista ciliado que se desloca rapidamente e produz sua própria comida por meio de fotossíntese, ao ingerir cloroplastos de microalgas. Apesar de se alimentar destes micro-organismos, o protista não é tóxico para seres marinhos ou para humanos. No entanto, seu acúmulo pode ter efeitos sobre a vida marinha, inclusive sobre espécies filtradoras do mexilhões, consumidos pelo homem.
O alerta sobre imagem da Nasa veio do oceanógrafo Heitor Augusto Tozzi, um observador atento das condições do mar do Rio e que destaca a intensidade do fenômeno.
- Florescimento seguido de mortandade de micro-organismos marinhos já aconteceu outras vezes. - destaca Tozzi.
Leia a matéria completa em O Globo
Helicóptero lança ´chuva´ com 4 toneladas de sementes para reflorestar área de Mata Atlântica e recuperar palmeira ameaçada no ES
13/10/2026
Desmatamento cai 30% no cerrado e sobe 9% na amazônia em setembro
13/10/2026
Queimadas quase quadruplicam no Amazonas, e Manaus fica sob fumaça; entenda o cenário
13/10/2026
FAB envia aviões para ajudar no combate a queimadas no Amazonas
13/10/2026
Manaus atinge níveis graves de poluição por fumaça de queimadas
13/10/2026
Quando medir o ciclo não basta
13/10/2026
