
18/02/2014
O estresse gerado pelo aumento das temperaturas impulsionou a migração humana em áreas rurais do Paquistão nos últimos 20 anos, sugere estudo do “ Food Policy Research Institute”, de Washington, Estados Unidos. Publicada na revista “Nature Climate Change”, a pesquisa fornece a primeira evidência quantitativa de como as decisões de migração a longo prazo são afetadas por eventos climáticos extremos no país.
Apesar de o Paquistão ser conhecidamente vulnerável às mudanças climáticas, o estudo mostra que a maior parte dos esforços de proteção social do país e da ajuda internacional estão voltados para vítimas de inundações.
O estudo acompanhou 4.428 pessoas de cerca de 583 famílias de áreas rurais do Paquistão entre 1991 e 2012 e mostrou que as inundações mais fortes - em 2010 um grande volume de precipitações afetou 20 milhões de pessoas - tiveram impacto insignificante sobre a migração. Por outro lado, o aumento do calor impulsionou a migração de longo prazo em 11 vezes, na comparação com as chuvas, devido ao impacto negativo sobre a agricultura, principal fonte de renda da região.
“Os programas de proteção social e os esforços de ajuda internacional do Paquistão têm sido muito mais sensível às vítimas das enchentes do que vítimas de estresse de calor, como em outras partes do mundo em desenvolvimento”, escreveu Valerie Mueller, principal autora do estudo.
Leia a matéria completa em O Globo
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