
20/02/2014
Depois de milho e arroz, agora foi a vez do feijão brasileiro ser encaminhado para o Banco Global de Sementes Svalbard, na Noruega. Para garantir sua existência nas gerações futuras, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) encaminhou 514 amostras de feijão-comum (Phaseolus vulgaris). Nele, as sementes podem durar mais de um milênio.
As amostras são escolhidas para representar a variabilidade genética da espécie. Elas foram enviadas no dia 11 de fevereiro e devem chegar esta semana a Svalbard. Segundo a Embrapa, a escolha das sementes - feijão, arroz e milho - atende a uma das recomendações do próprio banco quanto à segurança alimentar e agricultura sustentável.
O Brasil também tem o seu banco genético vegetal. Coordenado pela Embrapa, é hoje o maior da América Latina, com mais de 120 mil amostras de sementes de cerca de 670 espécies de importância socioeconômica conservadas a 20 graus Celsius negativos.
O envio de amostras para Svalbard é mais uma garantia, já que o banco nórdico é o mais seguro do mundo. Além de estar dentro de uma montanha, foi construído para resistir a catástrofes climáticas (enchentes terremotos, aquecimento gradual, etc.) e até a uma explosão nuclear. Outras espécies brasileiras devem ser encaminhadas para lá no futuro.
O banco norueguês tem capacidade para 4,5 milhões de amostras de sementes. Elas ficam em embalagens hermeticamente fechadas, guardadas em caixas, que por sua vez, são armazenadas em prateleiras. Dentro das salas, a temperatura fica em 20 graus negativos. O banco está dentro de uma montanha numa pequena ilha do arquipélago de Svalbard, próximo do Polo Norte, o que garante a baixa temperatura mesmo no caso de uma pane elétrica.
Fonte: O Globo
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