
13/03/2014
Pesquisadores britânicos identificaram quatro novos gases que estão contribuindo para o buraco da camada de ozônio, uma espécie de capa que filtra a entrada de raios ultravioleta na superfície do planeta, protegendo a vida das espécies. Os três clorofluorcarbonetos (CFCs) e o hidrofluorocarboneto (HCF) estão atuando na atmosfera há cerca de 50 anos, mas a fonte de suas emissões ainda é desconhecida.
As substâncias podem ameaçar o futuro do Protocolo de Montreal. Criado em 1987, o acordo foi o responsável pelo banimento de uma série de compostos que provocaram o rombo da camada de ozônio, que é maior sobre a Antártica.
Mais de 74 mil toneladas dos quatro gases recém-descobertos já foram emitidos na atmosfera, segundo um artigo assinado por cientistas da Universidade de East Anglia (UEA) e publicado ontem na revista "Nature Geoscience".
Os compostos foram identificados com a análise de amostras de ar extraído na neve na Groenlândia; e na Tasmânia, uma região que não é considerada poluída, entre 1978 e 2012.
Principal autor do estudo, Johannes Laube explica que o ar encontrado em camadas profundas da neve são "arquivos naturais". Sua análise permite a descoberta da época em que um poluente passou a ser emitido para a atmosfera.
- O ar soterrado pode ser de séculos atrás - ressalta Laube, que é professor do Departamento de Escolas Naturais da UEA. - Não identificamos, no ar "antigo", os quatro componentes que estamos estudando. Vimos que eles só começaram a aparecer na atmosfera a partir da década de 1960.
A matéria completa pode ser lida no Jornal da Ciência
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