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Barreiras ecológicas não conseguem conter o avanço de comunidades mata adentro

05/05/2015

Localizado aos pés de uma grande área verde na região do Itanhangá, na Barra da Tijuca, o Morro do Banco é uma das comunidades do Rio com visível expansão mata adentro. Com o fracasso de políticas de controle ambiental e urbanístico, a área já ocupa uma extensão de mais de 155 mil metros quadrados, de acordo com dados do Instituto Pereira Passos (IPP), órgão da prefeitura do Rio. Desde 2002, o Morro do Banco conta com um ecolimite (barreira ecológica) que deveria delimitar o espaço para novas construções. Mas não é isso o que se vê. A diretora da Câmara Comunitária da Barra, Maria Lúcia Mascarenhas, afirma que os moradores do Itanhangá vêm se reunindo há semanas com o subprefeito da Barra e de Jacarepaguá para cobrar medidas que impeçam o crescimento desenfreado das construções. A expansão que se observa no Morro do Banco, tanto horizontal quanto vertical, repete-se em outras comunidades da cidade, que nos anos 2000 receberam os ecolimites, com o objetivo de proteger as áreas verdes vizinhas às favelas.
Muitas vezes, a questão não é apenas de preservar o verde. No caso do Morro do Banco, por exemplo, Maria Lúcia Mascarenhas ressalta que a expansão da área está gerando problemas como vazamento de esgoto e grandes espaços ocupados por lixões.
— A infraestrutura do local é precária, não há nem saneamento básico. Os efeitos desse aumento vertical e horizontal são sentidos pelos moradores do Jardim Itanhangá. Estamos aguardando uma posição do subprefeito para definirmos nosso próximo plano de ação, pois queremos mais preservação nessa região — desabafou Maria Lúcia.
O programa Ecolimites foi criado pelo prefeito Cesar Maia, no início dos anos 2000. Entre 2001 e 2004, 50 áreas verdes da cidade, que corriam o risco de ser invadidas por favelas, foram delimitadas. No entanto, cada vez mais, novas construções põem o projeto em risco. Das favelas onde o sistema foi implantado, a situação é mais crítica em Rio das Pedras, com expansão horizontal de 11.678,72 metros quadrados. Já são mais de 160 mil moradores e quase 40 mil residências, muitas sem infraestrutura adequada.

A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo

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