
12/05/2015
O período tradicionalmente menos chuvoso na Região Sudeste, que se estende até novembro, acende um sinal de alerta em um ano marcado pela crise hídrica. Os quatro reservatórios da Bacia do Paraíba do Sul, responsáveis por abastecer o Estado do Rio (Paraibuna, Jaguari, Funil e Santa Branca), estão operando acima do volume morto no momento. Mas, segundo especialistas ouvidos pelo GLOBO, a probabilidade de que os níveis aumentem nesta época é pequena, o que poderá fazer com que, em breve, a capacidade operacional retorne para a reserva técnica, o que já aconteceu este ano.
Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), em todo o sistema da Bacia do Paraíba do Sul (levando-se em consideração também os reservatórios que não abastecem o Rio), o volume útil é de 17,83%. Há um ano, era de 38,5%. O Paraibuna — o maior do sistema, responsável pelo abastecimento de 15 milhões de pessoas em São Paulo, Rio e Minas Gerais — está operando com 6,26% de seu volume útil. Desde a semana passada, a situação se mantém perto da estabilidade, com uma oscilação negativa de 0,04 pontos percentuais. Em maio de 2014, o reservatório tinha 35% de volume útil. Há dois anos, o índice era de 65%.
— A realidade é que a época de chuvas acabou. Em maio, chove menos do que em abril. E em junho, chove ainda menos do que em maio. Não tem muita água até novembro — afirma o professor Antônio Roberto Barboza, do Departamento de Engenharia do Centro Técnico Científico da PUC-Rio.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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