
16/06/2015
Quando o tema é sustentabilidade, os indicadores empurram a microrregião do Rio de Janeiro para uma posição bem ruim no ranking nacional de competitividade medido pela FGV: a 298ª. Os pesquisadores analisaram variáveis como pobreza e desigualdade, saneamento básico e qualidade da moradia. Levaram em consideração ainda os percentuais de casas sem banheiro e de comprometimento do salário da família com aluguel.
A maioria dos 16 municípios que integram a microrregião fica em torno da Baía de Guanabara, um dos maiores desafios dos governos na área ambiental. São Gonçalo, por exemplo, trata apenas 17,6% do esgoto que produz, o restante vai “in natura” para a baía.
Nesse item, o Rio Grande do Sul deixou todos para trás. As 20 primeiras colocações são de microrregiões do estado. No topo, está Jaguarão, seguida por Serras do Sudeste, Cachoeira do Sul, Santiago e São Jerônimo.
Em maio, na série de reportagem “Os miseráveis", o GLOBO revelou que o Estado do Rio tem nada menos do que 565.135 pessoas vivendo abaixo da linha da extrema pobreza. Há bolsões de miséria na periferia da Região Metropolitana. O total de pessoas nessa situação equivale a 3,77% da população fluminense, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O percentual é o maior entre todos os estados das regiões Sul e Sudeste, superando apenas os do Norte e Nordeste e o Mato Grosso, no Centro-Oeste.
São considerados miseráveis aqueles que sobrevivem com renda per capita inferior a R$ 140,70.
Fonte: O Globo
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