
02/07/2015
Foi encontrado morto, na manhã de segunda-feira, um filhote de golfinho na Baía de Guanabara, próximo à Praia da Engenhoca, na Ilha do Governador. A carcaça do boto-cinza, que não tinha completado 1 ano de vida, foi recolhida para análise pela equipe do Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores (Maqua), da Faculdade de Oceanografia da Uerj. Com a morte, a população de sobreviventes da Baía de Guanabara passa a ser de 37 cetáceos — em 1985, eram 400.
— Mais da metade dos filhotes não chega à idade adulta por uma série de motivos. Esse filhote pode ter morrido por causa de alguma doença ou da poluição — diz o oceanógrafo José Lailson Brito, coordenador do Maqua.
No dia 2 de maio, chegou ao fim o programa de monitoramento dos botos bancado pela Petrobras. Era uma condicionante imposta à empresa que, em 2008, instalou o Terminal de Regaseificação de GNL numa área da baía frequentada pelos cetáceos num passado recente. Em reportagem publicada na Revista O GLOBO no dia 10 de maio, o secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, afirmou que a renovação da licença ambiental do terminal, em trâmite no Instituto Estadual do Ambiente (Inea), só sairia quando a Petrobras restabelecesse a contrapartida. Na segunda-feira, por meio da assessoria, a secretaria informou que “a condicionante está sendo negociada e que esta será ampliada”.
— É muito urgente. Estamos a quase um ano do início das Olimpíadas e até lá vamos ficar de mãos atadas vendo os botos sumindo?— indaga José Lailson.
A matéria na íntegra pode ser lida no Extra
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