
07/07/2015
Ao aterrissar este domingo no Aeroporto Internacional de Mariscal Sucre, a 20 quilômetros da capital equatoriana, o Papa Francisco deu a largada a um périplo para dar uma nova cara à Igreja Católica na América do Sul. Quito é o primeiro passo de uma visita que também inclui Bolívia e Paraguai. Em comum, os três países testemunham a evasão dos fiéis, altos índices de desmatamento e de desigualdade social.
O argentino Francisco, que chama de “querido” o seu continente de origem, quer entranhar-se por cantos desconhecidos pela Santa Sé na América do Sul. O Equador, por exemplo, só havia recebido uma visita papal até hoje — João Paulo II passou por lá em 1985. À época, 94% da população do país declarava-se católica. Hoje, 80% ostentam a religião.
A cúpula da Igreja em Quito admite a perda de fiéis para os templos protestantes e reza para que o “efeito Francisco”, já conhecido mundialmente como Papa dos pobres, atraia novamente milhares de indígenas andinos, o público mais decepcionado com a falta de atenção das lideranças católicas.
— Esperamos uma mensagem forte do Papa para que ponhamos realmente o movimento (católico) até as periferias, os fragilizados e os mais pobres — revelou às agências internacionais o sacerdote David de La Torre, porta-voz da Conferência Episcopal do Equador.
O primeiro Pontífice vindo de um país em desenvolvimento declara-se pronto para a missão. Ao contrário de seus antecessores, que monopolizavam a agenda com missas campais e recepções com chefes de Estado, Francisco pretende manter as sandálias jesuítas na rua. A visita à América do Sul inclui encontros com representantes da sociedade civil, visitas a um hospital pediátrico e à capela de um bairro pobre.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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