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Pesquisa relaciona formol usado na preparação de cadáveres ao risco de Esclerose Lateral Amiotrófica

16/07/2015

Funcionários de funerárias que preparam corpos para o enterro podem estar em risco elevado de esclerose lateral amiotrófica (ELA, ou doença de Lou Gehrig), quadro neurodegenerativo incurável que atinge cerca de 450 mil pessoas no mundo e provoca o endurecimento dos músculos, levando à perda progressiva dos movimentos. A razão seria o formaldeído usado na preparação dos corpos, sugere uma pesquisa publicada na “Journal of Neurology Neurosurgery & Psychiatry”.
A pesquisa relacionou o formaldeído (em forma líquida, o formol) a danos nos nervos, aumento da permeabilidade das potências de energia de células mitocondriais e produção de radicais livres, todos os quais estão implicados na ELA.
— O ELA tem alguns fatores de risco genéticos identificados, mas a maioria dos casos são esporádicos — diz em entrevista ao GLOBO a pesquisadora Andrea Roberts, associada ao Departamento de Saúde Ambiental da Escola de Saúde Pública T.H. Chan, de Harvard, especialista em saúde mental e autora principal do estudo. — Diretores de funerárias estão expostos a altos níveis de formaldeído durante embalsamamento, de 0,15 a 9,2 partes por milhão no ar, bem como, talvez, 49,2 miligramas/ hora através da pele, como destacam estudos anteriores ao nosso — explica.
No ano passado a ELA ganhou notoriedade quando personalidades internacionais participaram o desafio do balde de gelo para angariar recursos para pesquisas sobre a doença.
Neste estudo os pesquisadores analisaram a relação entre a morte por ELA e a exposição ocupacional ao formaldeído, utilizando o Estudo de Mortandade Longitudinal dos EUA (NLMS, na sigla em inglês), que envolve cerca de 1,5 milhão de adultos.
Os participantes do estudo responderam, aos 25 anos de idade, questões sobre o trabalho mais recente que desempenhavam. A exposição ao formaldeído no trabalho foi então estimada, utilizando critérios desenvolvidos por higienistas industriais no Instituto do Câncer americano. A intensidade (frequência e nível) e a probabilidade de exposição ao formaldeído foram calculados para cada setor de trabalho e da indústria.

A matéria completa pode ser lida em O Globo

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