
21/07/2015
Cerca de 19,3 milhões de pessoas no mundo foram obrigadas a deixar suas casas em 2014 devido a diferentes desastres naturais. De acordo com um relatório do Centro de Monitoramento de Desabrigados Internos (IDMC, na sigla em inglês), do Conselho Norueguês de Refugiados, nos últimos sete anos, uma pessoa a cada segundo teve que se deslocar por causa da natureza.
O informe "Estimativas globais: Pessoas desabrigadas por desastres" dá conta de que o número de deslocados por causa desses fenômenos está crescendo. Segundo o documento, 17,5 milhões foram forçados a fugir de suas casas por causa de tragédias causadas pelo clima como enchentes e tempestades, e 1,7 milhão tiveram ficaram sem teto por causa de fenômenos geológicos, como o terremoto que abalou o Nepal no início deste ano.
“As milhões de vidas devastadas por desastres são mais uma consequência de infraestruturas e políticas públicas mal concebidas pelo homem do que das forças da mãe natureza", afirma, no relatório, o secretário-geral do conselho, Jan Egeland. “Uma inundação não é um desastre, as consequências catastróficas acontecem quando as pessoas não estão preparadas ou protegidas quando o fenômeno natural ocorre".
O relatório culpa diretamente os fatores humanos que levam a esse aumento no volume de pessoas afetadas por desastres, como o crescimento econômico rápido e desordenado, o que leva à urbanização e ao avanço da população em áreas de risco. “São fatores que levam a uma mistura tóxica, porque quando esses fenômenos acontecem há mais pessoas e casas no caminho”, critica o diretor do IDMC, Alfredo Zamudio.
De acordo com o informe, tudo isso fez a probabilidade de alguém ficar desabrigado por conta de um desastre crescer 60% nas últimas quatro décadas. Além disso, uma análise de 34 episódios mostra que as consequências de um grande deslocamento de pessoas por causa de um fenômeno natural pode durar até 26 anos.
Mesmo em países ricos os efeitos persistem por anos. Nos EUA, por exemplo, 56 mil pessoas ainda estão em necessidade devido à passagem do furacão Sandy em 2012, e 230 mil até hoje não conseguiram estabelecer novas residências após o terremoto que causou um tsunami no Japão em 2011.
Fonte: O Globo
Erosão: estudo vai avaliar alternativas para conter avanço do mar em Atafona e Açu, no Norte Fluminense
06/10/2026
Unicamp cria bateria mais segura para armazenar energia solar e eólica
06/10/2026
Maior garimpo de cassiterita do mundo tem ‘alto risco’ em cinco de sete barragens e ameaça colapso em cadeia na Amazônia
06/10/2026
Mudanças climáticas podem alterar relações entre abelhas e plantas
06/10/2026
Padrões nas asas das borboletas podem enganar predadores com ilusões de movimento
06/10/2026
El Niño aquece o Pacífico e esvazia redes dos pescadores latino-americanos
06/10/2026
