
23/07/2015
Imagine mergulhar em pontos da Baía da Ilha Grande, considerada um dos berços das espécies marítimas do país, e não ver peixes nem tartarugas. E, em seguida, notar que as cores do fundo do mar estão diferentes: a multiplicidade deu lugar ao tom bicolor. A notícia triste é que esse cenário existe. Trata-se de uma das piores bioinvasões que o Rio já sofreu, e está colocando em xeque a diversidade marítima do estado. O nome popular do invasor é coral-sol, originário do Oceano Pacífico. Tubastrea tagusensis é a espécie mais amarela; a laranja é conhecida como Tubastrea coccinea. As duas, atuando em conjunto, são responsáveis pela dor de cabeça que biólogos marinhos sentem nos últimos anos. O contra-ataque mais efetivo, porém, surgiu ano passado. Um grupo de pesquisadores, liderado por profissionais da Uerj, vem estudando formas de combater o coral, que já se espalhou por 50% do litoral da Ilha Grande.
— A rede científica que criamos conecta mais de 27 pesquisadores, de 13 instituições acadêmicas. A troca de experiências tem permitido que o impacto causado por esse invasor seja menor. Formamos a maior rede de pesquisa sobre bioinvasão do Brasil — diz Joel Creed, coordenador do Projeto Coral-Sol. — Nosso objetivo, agora, é erradicar o coral-sol nos locais onde é encontrado em pequenas quantidades, e controlá-lo em áreas nas quais o alastramento está em um estágio bem avançado.
De acordo com o pesquisador, desde o início do trabalho, mais de 200 mil colônias foram retiradas da baía.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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