
04/08/2015
Controlar a proliferação de depósitos clandestinos de lixo no entorno do antigo aterro de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, tem sido uma tarefa inglória - e de alto risco - para órgãos públicos. O prefeito da cidade, Alexandre Cardoso, revelou que a chefe de fiscalização da Secretaria municipal de Meio Ambiente pediu exoneração no mês passado, logo após uma operação conjunta com a Polícia Militar, que terminou com a apreensão de caminhões que vazavam detritos irregularmente em lixões controlados pelo tráfico. A chefe do setor - que integra um quadro de apenas quatro funcionários de fiscalização da prefeitura - alegou "motivos pessoais" para pedir o desligamento da função. Segundo Cardoso, a fiscal sofreu ameaças.
- Estamos vendo se ela volta a ocupar o cargo. Apreendemos 12 caminhões (em julho), mas apenas uma ação conjunta envolvendo todas as esferas de poder é capaz de mudar essa realidade - afirmou Cardoso.
Nesta segunda-feira, a prefeitura encerrou de vez as atividades de uma estação de transferência de lixo que tinha licença para operar na Avenida Monte Castelo, a poucos metros da entrada do antigo aterro de Jardim Gramacho, fechado em junho de 2012. Segundo Cardoso, a medida ajudará a aumentar a fiscalização contra os aterros controlados pelo tráfico. Como mostrou O Globo na última 2ªF, traficantes cobram pedágio de R$ 40 por cada caminhão que despeja resíduos em cinco lixões clandestinos na área.
- Desde as 6h de hoje, parou de entrar caminhão da prefeitura em Gramacho. São 60 veículos e cerca de 1.100 toneladas por dia de lixo que seguirão para um espaço totalmente novo, às margens da Rodovia Washington Luís. Agora, poderemos ter mais controle - prometeu Cardoso.
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