
04/08/2015
Até pouco tempo atrás, acreditava-se que as árvores recuperavam rapidamente sua capacidade de absorver carbono após serem arrasadas por estiagens. Um novo estudo, publicado esta semana na revista “Science”, derruba esta teoria. Depois de analisar 1.338 sítios florestais no mundo, uma equipe coordenada pelo biólogo William Anderegg, da Universidade de Utah, comprovou que a vegetação leva, em média, de dois a quatro anos para retomar sua taxa de crescimento normal depois das secas.
As florestas são ecossistemas valiosos para conter o aquecimento global, devido ao seu poder para capturar gases de efeito estufa na atmosfera. Sua devastação provocará efeitos cada vez mais graves, devido à previsão de que as estiagens serão mais frequentes e intensas nas próximas décadas.
Segundo Anderegg, algumas florestas “ainda estão correndo atrás” para recuperarem-se da última seca.
A contatação de que o estresse hídrico limita em anos o crescimento das árvores sugere que as florestas já estocam menos carbono do que avaliavam os cientistas.
— Se as florestas não estão capturando o CO2, isso significa que as mudanças climáticas estão acelerando — disse Anderegg, que realizou o trabalho em parceria com outras nove instituições e universidades americanas. — A maioria dos modelos atuais que analisam ecossistema e clima considera que a recuperação da floresta é completa. Mas não é exatamente isso o que acontece.
A taxa de recuperação das secas é desconhecida na grande maioria das espécies de árvores. Anderegg mediu a recuperação do crescimento dos troncos após secas severas registradas desde 1948 em sítios florestais de todo o planeta.
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