
04/08/2015
Em tempos de falta d´água, o Fantástico traz uma denúncia envolvendo um dos maiores parques aquáticos do Brasil. Nossos repórteres foram ao interior de São Paulo para mostrar que um grande centro de lazer está sendo acusado de tirar água de forma irregular do Aquífero Guarani, o segundo maior reservatório subterrâneo de água doce do mundo.
Um parque aquático funciona a pleno vapor, enquanto um outro está abandonado. Os dois ficam no interior de São Paulo, a 400 quilômetros um do outro. O que eles têm em comum? A origem da água, que provocou pedidos de fechamento das fontes minerais e longas disputas jurídicas.
“A palavra pode parecer forte, mas houve um roubo do bem da União para uma utilização que nós não concordamos”, diz Ricardo Moraes, superintendente do Departamento Nacional de Produção Mineral-SP.
Para entender essa história, é preciso voltar ao ano de 1953. Nascia a Petrobras. Nessa época, houve perfurações em vários pontos do Brasil, atrás de petróleo. Em São Paulo, foram quatro. Como nesses lugares não saiu uma gota sequer, os poços foram lacrados. Em Olímpia, interior de São Paulo, fica um desses antigos poços da Petrobras.
Segundo estudos geológicos, a 864 metros de profundidade o poço atingiu o Aquífero Guarani, um gigantesco reservatório subterrâneo de água doce, que se estende por Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai, e que, na época, não se sabia que existia.
Algumas cidades, como Ribeirão Preto, são abastecidas exclusivamente pelo Aquífero Guarani.
“Numa seca prolongada, a gente pode utilizar os recursos hídricos subterrâneos de forma complementar ou talvez até de forma única de abastecimento”, destaca Edson Wendland, professor de recursos hídricos da UFSCar.
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