
15/08/2015
Imagine uma espécie de Instagram, mas só para denunciar o desperdício de água. A ideia que virou aplicativo foi criada por quatro alunos universitários e levou o primeiro lugar na premiação do programa Benchmarking Brasil.
O coordenador do curso de ciências da computação da Uninove e orientador do projeto, Ovidio Lopes da Cruz Netto, explica que qualquer imagem que evidencie o desperdício de água em vias públicas pode ser publicada no aplicativo.
"Pode ser desde um vazamento causado por um cano furado até uma pessoa lavando uma calçada com mangueira", comenta o professor, que orientou o trabalho desenvolvido pelos alunos Ariel, Carlos Érico e Rodrigo.
Pelo menos 37% de toda a água tratada pelas companhias de saneamento do país são desperdiçados, segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento do Ministério das Cidades.
Entre as principais causas estão os vazamentos em tubulações das distribuidoras de água. Especialistas avaliam que um índice "aceitável" de desperdício estaria no limite de 15%.
Netto explica que os usuários do aplicativo LevelUp podem qualificar a foto dentro de uma escala de uma a cinco "gotinhas". "Queremos que essas imagens sejam levadas à Sabesp com mais eficiência para que os problemas sejam resolvidos de forma mais rápida", diz Netto.
As fotos têm um geolocalizador de onde foram tiradas, ajudando os funcionários da rede de saneamento básico da cidade identificar e solucionar rapidamente o problema. A ideia é que o recurso ajude as companhias hídricas de todo o país, segundo Netto.
O aplicativo ficou pronto poucos dias antes de concorrer ao prêmio Hackathon Mais da Sustentabilidade, que tem objetivo de incentivar e reconhecer o talento de jovens designers e programadores que, com seus aplicativos, ajudem a superar os desafios socioambientais.
O programa recebeu a inscrição de cerca de 10 projetos de aplicativos com foco no suporte ao uso racional da água e premiou cinco deles. A comissão técnica que avaliou os aplicativos foi formada por representantes das empresas Google e Intel.
Fonte: G1
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