
15/08/2015
Plano de Obama quer fazer com que EUA chegue a reunião sobre clima da ONU, em dezembro, com mais credibilidade
Ao anunciar seu Plano de Energia Limpa nesta segunda-feira, o presidente americano, Barack Obama, disse que se tratava "do maior e mais importante passo que já demos" para combater o aquecimento global.
O plano - que pretende reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa nos Estados Unidos em um terço em 15 anos –deverá desencadear batalhas legais e retóricas no país.
"Somos a primeira geração a sentir os impactos das mudanças climáticas e a última capaz de fazer algo a respeito", afirmou. "Se não agirmos, ninguém agirá."
Segundo Obama, os Estados Unidos devem "mostrar o caminho" a outros países nesse campo.
"Estou convencido de que nenhum outro desafio impõe uma ameaça maior ao futuro do planeta."
O programa anunciado por Obama busca substituir energias poluentes por fontes renováveis, como a eólica e a solar.
Opositores afirmam, no entanto, que o presidente declarou uma "guerra contra o carvão", hoje responsável por mais de um terço da geração energética do país e setor importante para a economia de alguns Estados americanos.
Alguns governadores já anunciaram que vão ignorar o plano ou o questionarão na Justiça.
A meta de Obama é cortar as emissões de carbono do setor energético em 32% até 2030, tendo como base os níveis de 2005.
O Plano de Energia Limpa é, até agora, a principal política de Obama para frear o aquecimento global.
Desde o ano passado, ele firmou com a China e outras nações metas de redução das emissões de carbono.
O tema também entrou na agenda da visita da presidente Dilma Rousseff a Washington em junho, quando os dois países anunciaram metas para ampliar o percentual de fontes renováveis na matriz energética.
Leia a matéria completa na Folha de S. Paulo
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