
15/08/2015
No aniversário de 70 anos do bombardeio de Hiroshima, um estudo da Cruz Vermelha revelou que grande parte dos sobreviventes ainda sofrem com os efeitos do ataque nuclear. A organização tratou 10.687 sobreviventes da bomba somente em 2014, que sofriam de câncer e outras doenças graves. Além disso, de acordo com a pesquisa, ao menos 63% dos que testemunharam a bomba de Hiroshima faleceram vítimas de câncer até 2014. No caso dos que viviam em Nagasaki, bombardeada três dias depois, cerca de 56% morreram devido à doença até ano passado.
Segundo a Cruz Vermelha, os cânceres mais mortais foram de pulmão (20%), estômago (18%), fígado (14%), leucemia (8%), intestino (7%) e linfoma maligno (6%). Diante da estatística, entidades aproveitaram para pedir a proibição das armas nucleares para evitar tragédias como a do dia 6 de agosto de 1945.
“Devemos nos lembrar dos horrores de Hiroshima e Nagasaki e do preço que civis inocentes pagaram em um sofrimento indizível que não pode ser limitado pelo tempo. É hora de livrar o mundo das armas mais destrutivas de todas e certificar que nunca haverá outra tragédia humanitária como Hiroshima”, afirmou um dos Chefe da Cruz Vermelha, Robert Tickner, defendendo que as armas nucleares sejam banidas a exemplo das armas biológicas e químicas e das minas terrestres.
O atentado às cidades de Hiroshima e Nagasaki matou cerca de 250 mil pessoas e forçou a rendição do Japão, culminando no fim da Segunda Guerra Mundial, que já tinha sido encerrada na Europa, mas continuava no Oceano Pacífico. A primeira bomba foi lançada sobre Hiroshima às 8h15 do dia 6 de agosto de 1945 pelo piloto Paul Warfield Tibbets Jr, a bordo do infame bombardeiro “Enola Gay”.
Fonte: O Globo
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