
15/08/2015
A Vigilância Sanitária iniciou uma campanha nesta quarta-feira para alertar a população sobre os riscos da esporotricose, uma doença que está contaminando os gatos, principalmente, na Zona Oeste do Rio, conforme adiantou a coluna Gente Boa. De acordo com o órgão, nos seis primeiros meses deste ano, foram registrados 824 casos de animais infectados e atendidos no Centro de Zoonoses Paulo Dacorso Filho, em Santa Cruz, e na Unidade de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman, na Mangueira. Segundo a veterinária Maria Inês Dória, diretora da unidade Jorge Vaitsman, a cidade já vive uma epidemia da doença, um tipo grave de fungo que ataca os felinos e é transmitida para os humanos, provocando graves lesões na pele. Na tarde desta quarta-feira, a prefeitura anunciou que a partir do dia 18 de agosto serão criados dois horários especiais para atendimento de animais contaminados na Unidade Jorge Vaistman: sempre às terças e quintas-feira, das 9h às 16h. As consultas são gratuitas.
— Trata-se de uma epidemia, e é preciso que os donos dos animais saibam como agir. Não há vacina contra a doença. E depois que o gato é contaminado, o tratamento é feito por via oral, com um comprimido antifúngico que precisa ser dado diariamente ao animal. É um tratamento longo e caro, por isso, as pessoas precisam ter consciência de que o melhor é evitar a contaminação — diz Maria Inês Dória.
Conhecida no passado como a doença do jardineiro, a esporotricose pode contaminar outros animais, além de gatos, explica Dória:
— Mas os gatos, pelo seu comportamento de caçador, costumam circular mais, afiando as garras em troncos de árvores, cavando em locais com terra, ficando mais expostos.
Ela esclarece que a contaminação ocorre no contato das garras do animal com material orgânico em decomposição com a presença do fungo, como cascas de árvores, palhas, farpas, espinhos e o solo. Com o fungo instalado, o felino transmite a doença através de arranhões, mordidas e contato direto com a pele lesionada. A doença pode ser mortal para o gato. Já nos seres humanos, ela tem cura, mas pode provocar lesões gravíssimas na pele.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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