
15/08/2015
Entre agosto de 2013 e julho de 2014, o desmatamento na Amazônia Legal diminuiu 15% na comparação com os 12 meses anteriores. Ao todo, 5.012 km² da floresta - o equivalente a pouco mais que quatro vezes a área do município do Rio de Janeiro - foram derrubados. É uma melhora em relação ao período anterior, quando 5.891 km² foram desmatados, mas ainda está acima do observado em 2012, com 4.571 km² derrubados. Os números são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes - 2014) e, com pequenas variações, já tinham sido divulgados de forma preliminar em novembro do ano passado.
O Prodes é operado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O projeto usa satélites que conseguem detectar áreas desmatadas de pelo menos 6,25 hectares. Um hectare equivale aproximadamente a um campo de futebol. A área derrubada entre agosto de 2013 e julho de 2014 é a segunda menor desde 1988, quando o Prodes começou a monitorar o desmatamento na Amazônia.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, comemorou os números, destacando que nos últimos anos houve uma redução do desmatamento. Ela chefia a pasta desde 2010, ano em que o Prodes detectou 7 mil km² desmatados. Ela também destacou que o contingenciamento do orçamento não vai atrapalhar as ações de fiscalização do ministério.
— É um belo número — disse a ministra, acrescentando:
— Estamos todos muito orgulhosos de termos a segunda menor taxa. Eu tenho as cinco menores taxas de desmatamento e a presidente Dilma Rousseff tem as quatro menores.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, explicou que os números não distinguem o desmatamento ilegal do legal. Segundo ele, o governo está fazendo um esforço para fazer essa diferenciação.
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