
18/08/2015
No Alasca, mosquitos superam as pessoas numa proporção de 24 milhões para um. Isso faz do estado americano um ótimo lugar para testar as últimas defesas contra os bichinhos. Em um experimento, a jornalista americana Jennifer Jolly, do jornal “The New York Times”, utilizou produtos mais recentes do mercado: pulseiras seguras para crianças feitas com óleos vegetais, ventiladores com o repelente embutido, roupas tratadas quimicamente e o bom e velho inseticida. Por fim, testou um adesivo de alta tecnologia que só deve ser lançado no ano que vem, o qual creditou como tendo os melhores resultados.
O produto, de cheiro parecido ao de cravo-da-índia, confunde os sentidos do mosquito, obstruindo sua habilidade de nos localizar pelo dióxido de carbono que exalamos e confundindo a capacidade de nos achar de perto. A substância foi muito eficaz no laboratório, mas o teste decisivo será feito quando for usada em todos os cantos recobertos de mosquitos do planeta. A versão branda do composto do laboratório Kite, em Riverside, Califórnia, a ser lançada em 2016, é feita com odores baseados em plantas, o que não exige aprovação da Agência de Proteção Ambiental. Uma versão mais forte aguarda aprovação regulatória para 2017.
Uma equipe de cientistas e empreendedores do setor tecnológico está dando os toques finais no adesivo, para ser usado na roupa, que “praticamente torna os humanos invisíveis para os pernilongos”, segundo a jornalista.
As apostas são altas. Até agora, 40 estados americanos registram casos de febre do Nilo Ocidental. Segundo a Organização Mundial da Saúde, os mosquitos permanecem como os animais mais mortais do planeta, transmitindo doenças como a do Nilo Ocidental, chicungunha e malária que matam mais de um milhão de pessoas por ano. Qualquer tecnologia nova para repelir de forma eficaz e consistente os pernilongos não vai apenas tornar os verões mais confortáveis – também salvará vidas.
O primeiro teste da jornalista contra mosquitos foi com uma série de pulseiras coloridas, seguras para crianças, embebidas em óleos vegetais naturais, tais como citronela, gerânio, capim-limão e hortelã. Jennifer experimentou o bracelete chamado Buglet, disponível em uma série de cores e com "personagens animais fofinhos". Também testou o de plástico mais modesto chamado Bugband e a versão com velcro chamada Parakito. Segundo ela, todos tinham cheiro bom e ótimo visual, mas não afastaram os bichos por muito tempo. Embora não pousassem diretamente nas pulseiras, não se intimidavam em vir comer a poucos centímetros dali.
A matéria pode ser lida em O Globo
Erosão: estudo vai avaliar alternativas para conter avanço do mar em Atafona e Açu, no Norte Fluminense
06/10/2026
Unicamp cria bateria mais segura para armazenar energia solar e eólica
06/10/2026
Maior garimpo de cassiterita do mundo tem ‘alto risco’ em cinco de sete barragens e ameaça colapso em cadeia na Amazônia
06/10/2026
Mudanças climáticas podem alterar relações entre abelhas e plantas
06/10/2026
Padrões nas asas das borboletas podem enganar predadores com ilusões de movimento
06/10/2026
El Niño aquece o Pacífico e esvazia redes dos pescadores latino-americanos
06/10/2026
