
20/08/2015
Os cientistas estão em busca de novos medicamentos que, no futuro, serão usados para combater as superbactérias, micro-organismos resistentes ao nosso arsenal atual de antibióticos. E uma nova classe de drogas, dos lipopeptídeos antimicrobianos (AMLP, na sigla em inglês), tem se mostrado promissora. Em estudo publicado nesta terça-feira na revista acadêmica “Biophysical Journal”, pesquisadores explicam que ela mata células bacterianas seletivamente, poupando as hospedeiras do mamífero, pois elas se agarram a bolas microscópicas grudadas à membrana bacterial, uma estrutura complexa de mutação mais lenta.
— A necessidade por novos antibióticos contra bactérias e fungos resistentes se tornou uma preocupação médica global — disse Alan Grossfield, do Centro Médico da Universidade de Rochester, em Nova York, e um dos autores do estudo. — Nossos novos insights em como os AMLPs trabalham como grupo, não individualmente, podem otimizar o desenvolvimento dessas moléculas como uma nova classe de antibióticos.
Estudos passados já mostravam como esses compostos sintéticos possuem uma atividade potente contra uma gama de patógenos e que eram capazes de limpar infecções em ratos. Além disso, os AMLPs estão menos vulneráveis à resistência porque elas atacam a estrutura e função das membranas microbianas.
Para desenvolver resistência, os micróbios precisariam passar por grandes mutações que alterassem a mistura de lipídios que compõem a membrana. Além disso, uma variedade de importantes proteínas existentes na membrana dependem da composição atual de lipídios. Dessa forma, para se tornar resistente ao AMLP, o micro-organismo teria que alterar a função da sua própria membrana de proteínas.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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