
25/08/2015
As indústrias do petróleo e de lubrificantes ocupam os postos mais altos no pódio da sujeira na Baía de Guanabara. A campeã na categoria é a Refinaria Duque de Caxias, a Reduc, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que fica às margens do Rio Iguaçu. A medalha de ouro se deve a sua atuação ao longo de pelo menos 50 anos, já que o esgoto industrial leva décadas para se decompor — em especial os derivados de petróleo. É um prêmio pelo conjunto da obra.
Apesar das regulamentações ambientais estabelecidas pelo Inea para diminuir a poluição industrial na baía, as indústrias fluminenses ainda são responsáveis pelo despejo de 20 piscinas olímpicas de sujeira por dia — cerca de 50 milhões de litros — segundo David Zee, professor de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
— Não adiantava aplicar multa para a Reduc pagar e continuar poluindo. Por isso, em 2011 assinamos o maior TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) do país e foi estabelecido um cronograma readequação — disse o deputado estadual Carlos Minc, que era secretário do Meio Ambiente na época da assinatura.
Presidente da Colônia de Pescadores de Magé, também na Baixada, Milton Mascarenhas diz que os impactos do vazamento da Reduc, em 2000, ainda são percebidos.
A matéria na íntegra pode ser lida no Extra
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