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Seca no Rio Piracicaba para passeios de barco pelo segundo ano seguido

27/08/2015

Os passeios turísticos de barco pelo Rio Piracicaba estão suspensos por tempo indeterminado por causa da baixa vazão do manancial. O serviço deixou de ser oferecido aos fins de semana na Rua do Porto, área central da cidade. É o segundo ano consecutivo que a atração é interrompida devido à estiagem.
A atividade é realizada desde 2008 e chega a transportar até 300 pessoas por dia na alta temporada. Em 2014, o serviço chegou a ser desativado por 8 meses. Na época, a crise hídrica forçou o pescador Luís Fernando Magossi, que é responsável pelo serviço, a transferir as saídas para o bairro Tanquan, em São Pedro (SP), onde há um "minipantanal".
Embora mais amena, a situação se repete em 2015. "No ano passado, foi a primeira vez que tivemos que parar o barcos por falta de condições. E há duas semanas (dia 15) voltamos a ter o mesmo problema, infelizmente. Para haver navegação segura é preciso que o rio tenha pelo menos 30 centímetros de profundidade. Há pontos em que ele supera os 90 cm, mas, em compensação, tem outros com menos de 20 cm", disse Magossi, que é conhecido na cidade como Gordo.
Apesar da segunda interrupção consecutiva, o pescador não cogita desistir da atividade no Piracicaba. "É um sonho pelo qual lutei mais de 20 anos. Amo esse rio e gosto de levar pessoas para conhecê-lo. Como atualmente vivo do turismo, já tive que acionar o ´plano B´, que é a reforma de barcos de alumínio. Os passeios no Tanquan não são tão procurados como no Piracicaba. Além disso, lá a vazão baixa todo ano em outubro, o que também impede o trabalho", citou.
Depois de 28 dias de seca na cidade, o Rio Piracicaba atingiu a menor vazão de 2015 por duas vezes, com 11 mil litros de água por segundo, nos dias 18 e 23 de agosto. As informações são do sistema de telemetria do Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).
Apesar das chuvas registradas na segunda (24) e terça-feira (25), a paisagem do manancial ainda está tomada por pedras aparentes na região central.
Em 2014, os passeios turísticos foram retomados em dezembro. "Sabemos que é preciso chover muito para o rio recuperar a vazão normal. Só espero que neste ano isso aconteça mais cedo", finalizou Magossi.

Saiba mais no G1

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