UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Projeto Tamar comemora 35 anos com nova geração de tartarugas

01/09/2015

Uma nova geração de tartarugas marinhas adultas passou a ocupar as praias e ilhas brasileiras nos últimos cinco anos. De acordo com dados analisados pelo Projeto Tamar, criado há 35 anos para proteger as espécies que passam pelo Brasil, de 2010 a 2015, houve crescimento de 86,7% no número de filhotes nascidos em relação ao quinquênio anterior.
“Estamos festejando o aparecimento dessa nova geração em idade reprodutiva. Isso praticamente dobrou a população de tartarugas marinhas no Brasil”, disse o coordenador-geral e um dos fundadores do projeto, o oceanógrafo Guy Marcovaldi. Segundo ele, os números comprovam o início da recuperação dessas espécies, mas não significam que a ameaça de extinção acabou. “Quando o Tamar completar 70 anos, teremos um número bom, porque será segunda geração de tartarugas, uma sobre a outra.”
De acordo com o pesquisador, quando o projeto começou, a tartaruga era um prato de comida, e a matança de fêmeas e o consumo dos ovos tinham praticamente interrompido o ciclo de vida desses animais. No primeiro ano de atividade, em 1980, o Tamar ajudou a salvar 2 mil tartarugas. Na temporada de desovas de 2013-2014, foram mais de 2 milhões de filhotes protegidos.
Estima-se que 7.350 tartarugas fêmeas estiveram em processo de reprodução no Brasil no último ano. Marcovaldi explica que as tartarugas são animais de vida longa e demoram 30 anos para atingir a idade adulta. Por isso, os resultados de trabalhos de conservação demoram a aparecer.
Nos últimos 35 anos, o Tamar protegeu mais de 20 milhões de filhotes. “Mas, por fatores naturais, apenas um ou dois em cada mil sobrevivem no mar”, explica Marcovaldi. No Brasil, as principais ameaças à recuperação das tartarugas são as redes de pesca, os anzóis e a poluição dos oceanos.
Marcovaldi destaca que o esforço de proteção dessas espécies precisa ser mundial, pois são animais que viajam por longas distâncias. “As nossas tartarugas migram para a África, Oceania, América do Norte e Ásia. Então, como num trabalho do Itamaraty, essas populações precisam ser reconhecidas como ameaçadas por todos os países que compartilham essas espécies com o Brasil.”

A matéria completa pode ser lida na Agência Brasil

Novidades

Erosão: estudo vai avaliar alternativas para conter avanço do mar em Atafona e Açu, no Norte Fluminense

06/10/2026

Um estudo para definir alternativas de combate à erosão costeira em Atafona e Açu, distritos de São ...

Unicamp cria bateria mais segura para armazenar energia solar e eólica

06/10/2026

Sol e vento são fontes de energia abundantes, mas intermitentes. Para que a eletricidade gerada poss...

Maior garimpo de cassiterita do mundo tem ‘alto risco’ em cinco de sete barragens e ameaça colapso em cadeia na Amazônia

06/10/2026

Dados do Sistema de Gestão de Segurança de Barragens (SIGBM), do governo federal, apontam que o comp...

Mudanças climáticas podem alterar relações entre abelhas e plantas

06/10/2026

Mudanças na temperatura e no regime de chuvas, somadas a alterações no uso da terra — como desmatame...

Padrões nas asas das borboletas podem enganar predadores com ilusões de movimento

06/10/2026

Quando uma ave se lança contra uma borboleta em pleno voo, ela pode ver algo que não existe — as asa...

El Niño aquece o Pacífico e esvazia redes dos pescadores latino-americanos

06/10/2026

Os pescadores do Pacífico oriental estão sofrendo o impacto do aquecimento do oceano pelo El Niño, q...