
03/09/2015
Depois de ocupações de fazendas, retomadas e morte de um indígena durante conflito por terras em Antônio João, região sul de Mato Grosso do Sul, o clima de tensão é menor na faixa de fronteira com o Paraguai, segundo o Exército.
“Situação de extremo controle, dentro da normalidade, como eles já viviam [...] Existe ainda o questionamento sobre a verdadeira ou a real posse da terra, mas a situação hoje é de normalidade aqui na região. Fazendeiros e funcionários estão aqui e índios coabitam em localidades que eles já moravam desde 1998 e tudo funciona normalmente”, explicou o tenente-coronel do Exército Marcelo Rocha Lima.
O Exército está na região desde terça-feira (1º), a pedido do governo do estado, que solicitou Garantia de Lei e Ordem à Presidência da República. Barreiras para vistoria e monitoramento foram montadas em estradas que dão acesso às áreas em disputa. Segundo o tenente-coronel, “não há, ainda, nenhuma situação que configure conflito ou tensão”.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, esteve em Mato Grosso do Sul nessa quarta-feira (2) para tentar solucionar o conflito. Ele teve reuniões com representantes dos rodutores rurais, dos indígenas e com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Em entrevista, ele afirmou que "violação à lei não será aceita".
Após as reuniões, ficou decidido que será criada uma comissão com integrantes do governo federal e estadual para definir cinco áreas prioritárias para demarcação de terra.
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