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Congresso Florestal Mundial destaca papel das florestas para enfrentar mudança climática

22/09/2015

Depois de uma semana de debates, do qual participaram 4 mil pessoas de 142 países, o XIV Congresso Florestal Mundial, realizado pela FAO em setembro, teve como destaque o papel decisivo das florestas no combate às mudanças climáticas e à fome. A Declaração de Durban, assinada pelos países participantes, enfatizou a importância das florestas para a absorção e estocagem de carbono, além de outros serviços ambientais fundamentais para o enfrentamento das mudanças climáticas. E recomendou a ampliação de parcerias para ações de adaptação e mitigação assegurando o envolvimento e a participação de povos indígenas e comunidades tradicionais que vivem dos ecossistemas florestais. O texto também considerou que o manejo sustentável da floresta é decisivo para enfrentar as mudanças climáticas e combater a fome.
O diretor de manejo florestal da FAO, Eduardo Mansur explicou, em entrevista à Radio ONU, logo após a assinatura da declaração, alguns pontos cruciais do documento. "O discurso é que floresta não é só árvore. Floresta é todo o entorno que existe em relação aos recursos, aos alimentos, à energia, à proteção do solo, da água, os serviços ambientais. A importância da restauração de florestas degradadas e também a questão da destruição, do desmatamento, da degradação, que causa a emissão de carbono para a atmosfera. Sendo uma solução, porque florestas manejadas, florestas conservadas contribuem para uma condição essencial para (resolver) o problema da mudança climática".
Ainda de acordo com Mansur, a FAO apresentou no congresso números impactantes sobre o desmatamento entre 1990 e 2015. "O planeta perdeu uma área florestal mais ou menos equivalente ao tamanho da África do Sul, 129 milhões de hectares é a estimativa. Uma má notícia que impactou bastante aqui no congresso. A boa notícia é que a taxa de desmatamento diminuiu nos últimos cinco anos. Enquanto que nos anos 1990 essa taxa anual era de 0,18% ao ano, hoje é menos da metade. Nos últimos cinco anos, tem se mantido na faixa de 0,08% ao ano."


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