
29/09/2015
Vista de cima, uma cidade grande parece um paliteiro. O amontoado caótico de prédios enfeia a paisagem e diminui a qualidade de vida dos moradores. Uma área encravada ali com natureza intocável pode fazer diferença. Além das unidades de conservação estaduais e federais — normalmente mais ostensivas e facilmente localizadas no mapa —, há as áreas de proteção municipais. Menores e, até então, pouco estudadas, elas foram alvo de um levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica, que mostrou como essas regiões de natureza protegida contribuem para conter as ilhas de calor, proteger a biodiversidade e preservar o abastecimento de água nas cidades.
A ONG estudou 730 unidades de conservação geridas pela prefeitura de 367 municípios — 11% de todos onde há vegetação de Mata Atlântica. A maioria das áreas protegidas (81%) está localizada em regiões urbanas ou periféricas, enquanto 19% foram instaladas em ambientes rurais. De acordo com o levantamento, os cinco principais motivos para criação das unidades são a proteção da paisagem natural, o uso público para recreação, a educação ambiental, o desenvolvimento de pesquisas científicas e a proteção de recursos hídricos para o abastecimento das cidades.
Sua distribuição no mapa é um retrato de como a Mata Atlântica está fragmentada. Das unidades de proteção integral, 95% têm até dez quilômetros quadrados. Apenas 19 passam desta marca.
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