
06/10/2015
Com o aquecimento global avançando, 2015 tem boas chances de quebrar o recorde de 2014 como ano mais quente da história, mas existe uma região do mundo que desafia essa tendência: uma bolha de frio no Atlântico Norte.
Em todos os últimos 12 meses de registro de temperaturas na região logo ao sul da Groenlândia e da Islândia, as temperaturas de superfície registradas ficaram muito abaixo da média histórica, e em alguns casos bateram recordes de frio.
O que está acontecendo na região, porém, não é algo que coloque em xeque as previsões de cientistas sobre a mudança climática. Pelo contrário, a queda de temperaturas no Atlântico Norte é até mesmo um fenômeno previsto por climatologistas como consequência da influência do aquecimento global sobre circulação de águas oceânicas.
Desde março, cientistas têm oferecido evidências de que uma corrente marinha chamada Amoc (Circulação de Revirada do Atlântico Meridional, na sigla em inglês), está se desacelerando. Esse padrão de movimentação de águas oceânicas, normalmente, leva águas quentes dos trópicos para perto do Ártico, mas sua movimentação parece estar se desacelerando.
No mundo da ficção, a Corrente do Atlântico Meridional ganhou fama após ser mencionada no filme de catástrofe climática “O dia depois de amanhã”, que menciona o problema do enfraquecimento.
A Amoc é um braço da chamada rede mundial de “circulação termoalina”, a macroestrutura de fluxo de água nos oceanos. A Amoc funciona por meio do resfriamento da água salgada perto do Ártico. Ganhando densidade por causa de sua temperatura baixa, a água afunda e, nas profundezas, é “empurrada” de volta para o sul. A ausência que ela deixa na superfície é preenchida então por águas quentes de superfície que são “puxadas” para o norte.
A matéria completa pode ser lida no G1
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