
06/10/2015
Um grupo de estudantes de arquitetura de universidades públicas brasileiras concorre a um prêmio concedido pela revista britânica “Eleven Magazine”, com um projeto para atender a demandas da população do Camboja que são bem familiares a parte dos brasileiros, especialmente na região Norte do país.
O trabalho foi produzido como projeto final de intercâmbio de três estudantes, pelo Programa Ciência sem Fronteiras, na Universidade de Liverpool, na Inglaterra, e prevê a construção de módulos flutuantes e navegáveis para levar saúde, educação e pesquisa a comunidades que habitam o Tonle Sap, um lago no Camboja. Com mais de 2 mil quilômetros quadrados de extensão, o lago multiplica seu tamanho durante o período das monções, fortes chuvas que atingem o Sudeste da Ásia, o que desafia a construção de prédios em seu entorno e incentiva a adoção de estruturas capazes de boiar.
Da Universidade Federal de Viçosa, o estudante Humberto Amorim conta que o grupo se inspirou nas embarcações militares que atendem à população na Amazônia. Ele acredita que o trabalho poderia ser aproveitado no Brasil.
- A gente gostou do tema porque é um lugar tropical, um lago grande e uma população carente. Poderia ser adaptado para regiões com rios enormes no Brasil. Os materiais teriam que ser diferentes, mas não haveria problema em substituir - conta ele, satisfeito pelo trabalho ter dado uma resposta "plausível e realista" a problemas sociais.
O projeto que concorre ao prêmio tem uma praça central flutuante, onde são acopladas plataformas com sala de aula, posto médico e centro de pesquisa, além de acomodações para os trabalhadores. De acordo com a necessidade, pode haver mais módulos de cada tipo, que podem ser retirados e rebocados por barcos para que a prestação de serviço chegue a outras populações.
- O lago é muito grande e as comunidades são dispersas, então, essa plataforma poderia ficar alguns meses perto de uma comunidade e depois se movimentar - explica a estudante Raisa Barros, da Universidade Federal Fluminense.
Leia a matéria completa em O Globo
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