
22/10/2015
Elas passaram por cataclismos e sobreviveram à extinção dos dinossauros. Já estavam nos oceanos quando o homem surgiu na face da Terra. Passados 110 milhões de anos desde o seu aparecimento, as tartarugas marinhas sobrevivem a duras penas na costa brasileira e, em especial, nas poluídas águas da Baía de Guanabara. Diferentemente dos botos, a espécie Chelonia mydas, popularmente conhecida como tartaruga-verde, é companhia frequente de pescadores e esportistas em praias de Niterói, como Icaraí e Jurujuba, e do Rio, entre elas as da Ilha do Governador e da Urca. Elas costumam aparecer próximo às pedras, com a cabeça fora da água, para respirar. Medindo às vezes quase um metro, vêm de ilhas oceânicas — principalmente as da Trindade (ES), do Atol das Rocas (RN) e de Fernando de Noronha (PE). A Baía de Guanabara entra na rota de migração como um porto seguro na fase juvenil, de crescimento e reprodução, quando precisam de mais alimentos. Pena que as águas fluminenses não sejam tão paradisíacas.
A começar pela sujeira da baía, uma das causa de morte no Rio da tartaruga-verde, que está na lista de animais ameaçados de extinção, conforme classificação da International Union for Conservation of Nature (IUCN). A necrópsia, na Universidade Federal Fluminense (UFF), de um animal encontrado morto nas águas da Guanabara revela o tamanho do impacto do lixo para esse tipo de vida marinha, cuja população na costa fluminense é desconhecida por pesquisadores.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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