
22/10/2015
A cheia do Guaíba colocou em alerta Porto Alegre e outras cidades banhadas pelo curso da água. Devido a elevação do rio, a capital dos gaúchos teve de fechar as 14 comportas do sistema, construído na década de 1970 para conter o avanço das águas sobre o município. No dia 12 de outubro, o curso de água atingia 2,92 metros no Cais do Porto. E cinco dias depois, a cena se repetia, quando o Guaíba atingia os 2,93 metros, superando o recorde de 1967.
Mesmo com a estrutura de proteção, inundações foram registradas devido a sobrecarga dos equipamentos, devido ao funcionamento continuo. Fora desse perímetro do sistema, populações da região das ilhas de Porto Alegre também sofreram e precisaram deixar suas casas, que ficaram alagadas. Com tudo isso, cada chuva que se arma no céu de Porto Alegre virou sinônimo de alerta para a população. Mas como chegamos nesta situação?
Entre as explicações está o comportamento do El Niño, um aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico. Neste ano, o fenômeno afeta mais diretamente o Rio Grande do Sul já que está se formando mais próximo da costa leste da América do Sul. Como consequência, trouxe muita chuva para o Estado. Além disso, contribuíram para esta situação a própria posição de Porto Alegre - em um estuário - e a direção dos ventos.
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