
27/10/2015
A escassez hídrica no estado chegou a seu momento mais crítico. O alerta foi feito na terça-feira pelo secretário do Ambiente, André Corrêa, em entrevista ao “RJ-TV”, da Rede Globo. Ele reforçou que as “notícias não são boas” e lembrou que os eventos de seca, turbinados pelas mudanças climáticas, serão mais intensos e frequentes daqui para frente. O nível médio dos quatro principais reservatórios do Rio Paraíba do Sul, que abastece 9,4 milhões de pessoas na Região Metropolitana, não para de cair. Na terça-feira, segundo dados da Agência Nacional de Águas (ANA), o patamar estava em 6%. A represa de Paraibuna, a maior do sistema, opera com 1,17%, aproximando-se do volume morto.
— É a mais grave crise da história. Nunca o sistema Guandu esteve tão baixo — afirmou Corrêa.
No entanto, apesar do alerta, o secretário descartou colocar em prática medidas de racionamento. Pelo menos durante o verão, que começa em 21 de dezembro e termina em 21 de março:
— Se nós tivermos um verão com chuvas atípicas, não podemos descartar essa medida. No momento, não está previsto. Estamos agindo com transparência. Não há perspectiva de racionamento até o fim do verão.
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