
29/10/2015
Faz 28 graus na pequena sala onde dez biólogas da Fiocruz trabalham. A temperatura e a umidade controladas favorecem a vida de até 40 mil mosquitos Aedes aegypti adultos que estão sendo criados ali. No mesmo local, as fêmeas colocam ovos contaminados com a bactéria Wolbachia, que impede a transmissão do vírus da dengue. São os mesmos ovos que, desde agosto, a Fiocruz vem liberando no bairro de Tubiacanga, na Ilha do Governador, e em Jurujuba, em Niterói. O método, inédito no Brasil, pretende ser mais uma arma no combate à doença.
A cada 15 dias, entre 150 e 200 ovos são colocados nas casas de cada um dos 170 moradores das duas localidades. Eles são depositados num recipiente branco, com quatro furos, um litro de água e ração de peixe (alimento para as larvas que vão nascer). De sete a dez dias depois, já adultos e capazes de voar para fora, os mosquitos saem do balde e se reproduzem. A próxima geração tem grande chance de já nascer com Wolbachia porque a fêmea naturalmente transmite a bactéria para os filhotes.
— Essa nova metodologia é bastante promissora porque poderíamos fazer uma criação muito grande de mosquitos no Rio. No futuro, seria possível enviar esses ovos para outros lugares no Brasil sem a necessidade de criá-los em cada cidade do país — diz Luciano Moreira, pesquisador da Fiocruz e coordenador do projeto no Brasil.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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