UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Ministra cobra transparência no combate ao desmatamento

05/11/2015

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, cobrou ontem transparência dos governos estaduais no combate ao desmatamento no país. Cabe aos estados, segundo uma lei sancionada há nove anos, autorizar a retirada da vegetação e o manejo florestal. No entanto, a compilação dos dados ainda é precária e não vem sendo devidamente divulgada para a União.
Estas informações são fundamentais para ampliar o conhecimento do governo federal sobre a devastação de florestas, especialmente na Amazônia. Em setembro, o Brasil se comprometeu a zerar o desmatamento ilegal até 2030.
— Se me derem condições, se todos os estados trabalharem com transparência sobre a (divulgação de informações da) supressão da vegetação, eu acabo com o desmatamento (ilegal) em 2020 — assegurou a ministra, no evento “União Europeia — Brasil: clima, somos todos responsáveis”, no Planetário do Rio. — Desenvolver uma economia florestal não é trivial. Restaurar uma área de 34 milhões de hectares, equivalente à metade da França, não é trivial.
Izabella ressaltou a necessidade de ter a taxa de desmatamento de todos os biomas. De acordo com a ministra, os estados precisam se engajar em modelos modernos para coleta de dados.
— Precisamos de meios para que funcione um compromisso político. Isso significa que os estados precisam de um modelo de gestão novo — ressaltou. — Estamos trabalhando com os governos do Mato Grosso e do Acre na criação de um projeto. Vamos financiar a sua organização. Se der certo, podemos expandi-lo para outros estados.
Ao comentar o corte de poluentes, a ministra lembrou que o Brasil assumiu suas metas sem contar com a possibilidade de receber financiamento de outras nações. O governo, assim, anda na contramão de outras nações emergentes. A maioria espera receber verbas do Fundo Verde, que obriga as potências mundiais a investirem US$ 100 bilhões por ano até 2020 em políticas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento. Embora tenha sido criado há cinco anos, o fundo jamais chegou perto de ter a quantia prometida.
O comissário da União Europeia para o Clima e a Energia, Miguel Angel Cañete, assegurou ontem que o bloco está “seguindo o caminho”. Segundo ele, os países europeus abastecerão o cofre mundial com US$ 500 milhões, que serão aplicados principalmente em eficiência energética.

Fonte: O Globo

Novidades

Rio está entre cidades mais afetadas por ozônio nocivo este ano

01/10/2026

O Rio de Janeiro aparece entre as cidades com maior exposição ao ozônio próximo ao solo em 2026, seg...

Estudo da Unesp encontra contaminantes ligados ao câncer em plásticos e espumas descartados

01/10/2026

Um perigo invisível à saúde pública pode estar acumulado nos locais de descarte e desmanche de resíd...

Escorpiões que brilham sob luz ultravioleta levam cientistas a duas novas espécies em Roraima

01/10/2026

Imagine caminhar pela floresta durante a noite, iluminando pedras e vegetação com uma lanterna ultra...

Duas aves brasileiras estão entre as mais barulhentas do mundo, mostra estudo

01/10/2026

Duas espécies de aves brasileiras estão entre as mais barulhentas do mundo: a araponga-de-garganta-n...