
10/11/2015
Diversos estudos científicos apontam que se não forem tomadas as devidas providências para reduzir as emissões dos gases-estufa, a temperatura global pode aumentar 4°C ainda neste século. Com isso, o nível do mar vai aumentar e, segundo a ONG americana Climate Central, pode desalojar até 760 milhões de pessoas neste período, o que equivale à população da Europa. No site, também é possível conferir imagens de como lugares ícones ficariam com o aumento do nível dos mares. O Brasil, por exemplo, seria um dos países mais afetados por conta do avanço das águas, já que 16 milhões de pessoas perderiam suas casas antes de 2100.
O Rio de Janeiro estaria entre as 20 metrópoles mais afetadas do mundo. Cerca de 1,5 milhão de pessoas ficariam desalojadas com o aumento projetado de quase nove metros do nível do mar. No entanto, o pior cenário seria na Ásia, onde 76% dos moradores de Xangai, na China, ou 18 milhões de pessoas ficariam desabrigadas.
Entretanto, o cenário pode não ser tão catastrófico caso o objetivo perseguido nas negociações internacionais sobre o clima, da temperatura global avançar apenas 2°C, seja alcançado. Neste caso, o aumento do nível do mar seria de 4,7 metros, o que significaria que 280 milhões de pessoas, entre elas, 8,9 milhões de brasileiros, ficariam desalojadas.
“Para se proteger no futuro, as metrópoles litorâneas devem tomar a liderança no desenvolvimento de projetos que lidem com o aumento do nível do mar”, diz Benjamin Strauss, vice-presidente para Aumento do Nível do Mar e Impactos Climáticos da Climate Central e coautor do estudo.
Oitenta metrópoles, onde vivem cerca de 9% da população mundial, compõem o C40, o Grupo de Grandes Cidades para a Liderança Climática, presidida atualmente pelo prefeito do Rio Eduardo Paes.
Um levantamento do instituto americano Pew Research Center, realizado com 45 mil pessoas de 40 países, revelou quais fenômenos climáticos são considerados mais preocupantes pela população. O aumento do nível do mar é a maior preocupação apenas entre 6% dos participantes da pesquisa.
Segundo Ben Marzeoin, professor do Instituto de Geografia da Universidade de Bremen, na Alemanha, a população mundial não vê perigo em relação ao aumento do nível dos mares. “O estudo da Climate Central mostra que decidiremos o tamanho do fardo que vamos deixar para as próximas gerações”, diz.
Fonte: Opinião & Notícia
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