
17/11/2015
Diretor-executivo do Instituto Internacional para Sustentabilidade e professor do Departamento de Geografia da PUC-Rio, Bernardo Baeta Neves Strassburg, comenta as dificuldades para restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares nos próximos 15 anos.
O Brasil assumiu junto à Organização das Nações Unidas o compromisso de restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de vegetação até 2030. Como o número foi definido?
Esta é uma estimativa do governo federal sobre as nossas perdas ambientais. O governo, então, criou o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa com o apoio de algumas organizações, como a PUC-Rio e o Instituto Internacional para Sustentabilidade, com o objetivo de apoiar a restauração florestal em larga escala. O objetivo é tornar esta restauração mais barata para os produtores e com maiores benefícios para a sociedade e a conservação da natureza.
Quem será obrigado a reflorestar?
Os proprietários rurais são obrigados a preservar uma parcela da vegetação nativa. Na Amazônia, por exemplo, precisam conservar 80% de seus domínios. Na Mata Atlântica, 20%. Eles não precisarão pagar multa por infringir esta regra, mas terão que recompor estes territórios. O valor anunciado internacionalmente, de 12 milhões de hectares, é inicial. Provavelmente aumentará. O Brasil será o líder global na restauração de florestas. Nem a China nem os EUA apresentaram metas para esta iniciativa.
A entrevista completa pode ser lida em O Globo
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