
17/11/2015
Peixes resgatados do leito do Rio Doce em Colatina, no Noroeste do Estado, começaram a ser soltos em lagoas da região. A operação Arca de Noé continua por todo o dia neste sábado (14), e perdura até a chegada da lama no Estado, prevista para terça-feira (17). Ainda não há o número exato de animais que já foram retirados do rio.
O rompimento de duas barragens de rejeitos de minério da Samarco, cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP, aconteceu no dia 5 de novembro e causou uma enxurrada de lama no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. A lama também chegará ao Espírito Santo atingindo os municípios de Baixo Guandu, Colatina e Linhares.
O resgate de peixes têm a participação de pescadores, biólogos, sociedade civil, organizações não governamentais (Ongs) ligadas ao meio ambiente, professores do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), empresas privadas, e uma equipe da empresa responsável pelo abastecimento de água na cidade, o Sanear. O Ibama também participará da ação, que já envolve mais de 50 embarcações.
Projeto Arca de Noé resgata os peixes do Rio Doce neste sábado (14) - Crédito: Foto do Internauta
Segundo equipes que trabalham em Colatina, a captura ocorre em três pontos: um no centro da cidade, onde fica o cais; outro na comunidade de Barbados; e outro na comunidade de Maria Ortiz.
Outros pontos de captura estão sendo estudados em parceria com a Prefeitura de Linhares.
Durante os dias de captura, os trabalhos começam às 7h e terminam por volta das 19h. Um grupo de pescadores também está trabalhando durante a noite e madrugada para capturar espécies de grande porte, que possuem hábitos noturnos.
Os animais estão sendo levados para duas lagoas da região, mas outras que ficam próximas ao rio também estão sendo estudadas para servir de habitat aos animais. De acordo com o tecnólogo em saneamento ambiental do Sanear de Colatina, Luiz Carlos Dubberstein, trabalhos também estão sendo feitos para impedir a contaminação desses pontos.
A matéria na íntegra pode ser lida em A Gazeta
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