
17/11/2015
Após a tragédia ocorrida em Minas Gerais com o rompimento das barragens de rejeitos de mineração no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), uma operação batizada de “Arca de Noé” teve início nesta sexta-feira com o objetivo de evitar a morte de espécies de peixes no Rio Doce. A previsão é de que a lama, originada no acidente, chegue ao município de Colatina (ES) neste sábado. Sem a iniciativa, a estimativa é que 100% das espécies que habitam o leito do rio morram, de acordo com nota da Ministério Público Federal no Espírito Santo.
Até o momento, porém, não há um balanço sobre quantos animais foram resgatados.
A ação é uma iniciativa conjunta do Ministério Público Federal (MPF/ES) e o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), em parceria com as entidades ambientais, poder público e Associação de Pescadores do município de Colatina.
Como medida emergencial, todos os peixes encontrados serão retiradas do Rio Doce. Eles serão, a princípio, alocados nas lagoas da Cobra Verde, em Colatina, e na do Limão, em Linhares. Também estão sendo sondados locais próximos à hidrelétrica de Mascarenhas, em Baixo Guandu.
“Como ainda não há uma análise completa da presença de metais pesados na água do Rio Doce, não há certeza de que os peixes estão ou não contaminados. Além disso, os órgãos ambientais não autorizaram a pesca indiscriminada, tendo ficado permitidos apenas o resgate e a soltura dos animais em locais predeterminados.”, diz trecho da nota no site do MPF.
A Samarco, empresa responsável pelas barragens, está prestando apoio para operacionalizar a ação. A empresa, até o momento, já está oferecendo suprimentos para captura e transporte dos peixes, de acordo com o MPF.
Na última quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff sobrevoou as áreas afetadas pelo rompimento de barragens de rejeitos de Fundão e Santarém, em Mariana, em Minas Gerais. Em coletiva para a imprensa, em Governador Valadares, a presidente disse que várias legislações federais foram descumpridas e que a Samarco, mineradora responsável pelas barragens, será multada em R$ 250 milhões.
Fonte: O Globo
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