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Morte de rinoceronte-branco do norte deixa espécie à beira da extinção

24/11/2015

Um dos últimos quatro rinocerontes-brancos do norte morreu neste domingo, em um zoológico em San Diego, nos EUA. Nola, uma fêmea de 41 anos, foi sacrificada pelos veterinários devido à deterioração do estado de saúde do animal após uma cirurgia. Os três espécimes restantes, todos em idade avançada, vivem vigiados em uma reserva ambiental em Ol Pejeta, no Quênia. Eles são a última esperança de reprodução natural da espécie, mas pesquisadores também trabalham em programas de inseminação artificial, que não foram bem sucedidas até então.
Em comunicado, o zoológico de San Diego anunciou, “com pesar, a morte de Nola”. “É uma perda muito difícil para a equipe de tratamento que trabalhava com ela, nossas voluntários, visitantes e para a espécie em todo o mundo. (...) O legado de Nola vai viver para sempre e sua morte deixa apenas três rinocerontes brancos do norte no planeta”.
No último dia 13, Nola passou por uma cirurgia para drenar um abcesso no quadril, e não conseguiu se recuperar. Ao longo da semana passada, sua situação piorou muito, chegando ao estágio crítico durante o fim de semana, a ponto de os veterinários decidirem pela eutanásia.
Em dezembro do ano passado, Angalifu, um macho que vivia com Nola, morreu de câncer. Em julho deste ano, Nabiré, uma fêmea de 31 anos que estava no zoológico de Dvůr Králové , na República Tcheca, também morreu. Em liberdade, os rinocerontes-brancos do norte foram caçados até a extinção, em 2008, por causa do alto valor do seu chifre em mercados da península arábica e do leste asiático.
Para tentar salvar a espécie, o zoológico de San Diego adquiriu recentemente seis rinocerontes-brancos do sul, que que podem ser usados em futuras tentativas de inseminação artificial com embriões de rinocerontes brancos do norte. No momento, estão sendo realizados estudos para avaliar a compatibilidade genética entre as duas espécies.
Os três rinocerontes-brancos do norte restantes são o macho Sudan e duas fêmeas, Nájin e Fatu. Desde 2009, o grupo vive em uma reserva protegida, vigiados de perto, 24 horas por dia, por seguranças armados.

Fonte: O Globo

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