
26/11/2015
A lama oriunda do rompimento da barragem da Samarco, cujos donos donos são a Vale a anglo-australiana BHP Billiton, já adentrou cerca de 30 km para o Norte do mar do Espírito Santo, segundo informou o Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), na tarde desta terça-feira (24). Ao leste, mar adentro, a extensão é de 20 km e para o Sul são 5 km.
O deslocamento da lama varia de acordo com o com o comportamento das ondas e da direção do vento. Segundo o Iema, a situação era diferente pela manhã: 15 km ao Norte, 5 km a lesta e 7 km ao Sul. "Tudo pode mudar com a mudança dos ventos”, alertou o secretário de Meio Ambiente, Rodrigo Júdice.
Mas o secretário garantiu que a lama não vai avançar muito pelo mar a ponto de atingir outros estados ou a capital do Espírito Santo.
"A possibilidade de ela [a lama] chegar a Abrolhos e aos manguezais de Vitória é muito irrisória. O importante é o acompanhamento, é o monitoramento do deslocamento, para a gente saber exatamente o impacto dela nas áreas de preservação próximas ao estuário e à foz do Doce", disse o secretário.
Um navio da Marinha vai ser enviado às praias de Linhares, nesta quarta-feira (25), para tentar conter os estragos causados pelos rejeitos de mineração da barragem da Samarco.
A respeito das análises da qualidade da água presente no Rio Doce, o secretário destacou que existem dois tipos diferentes, sendo um relativo à potabilidade e outro que diz respeito aos danos ambientais. O resultado que se obteve, até o momento, foi sobre as condições da água para consumo.
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