
26/11/2015
Os recursos efetivamente arrecadados com a taxa de fiscalização e a aplicação de multas ambientais, não necessariamente vão para os locais de risco ou afetados. De acordo com levantamento do Contas Abertas, em 2015, por exemplo, os montantes das sanções aplicadas pelo Ibama custearam a administração de unidades ou até estão parados na reserva de contingência, rubrica que ajuda o governo federal a atingir a meta de superávit primário.
Em 2015, por exemplo, recursos provenientes das multas foram utilizados para pagar condomínios (R$ 90,9 mil), auxílio alimentação (R$ 4,4 milhões) e auxílio creche (R$ 358,8 mil). No caso dos condomínios, foram pagos para os imóveis do Ibama no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e de escritórios regionais em Ribeirão Preto e Governador Valadares.
A verba também chegou a outros pagamentos curiosos, como os impostos de IPTU e IPVA, além de indenização de moradia, utensílios domésticos, como um bebedouro, e até gêneros de alimentação, como açúcar, café em pó, peixe boi e verduras. O mesmo deverá acontecer com as multas relativas ao desastre de Mariana, em Minas Gerais.
Fonte: O Globo
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