
01/12/2015
A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (30) em Paris, durante seu discurso no primeiro dia da cúpula do clima, que uma ação irresponsável causou o rompimento de barragens na bácia hidrográfica do Rio Doce, levando lama a vários distritos de Mariana, em Minas Gerais. Dilma está em Paris para participar da COP21.
"A ação irresponsável de umas empresas provocou o maior desastre ambiental na história do Brasil, na grande bácia hidrográfica do rio Doce", afirmou. "Estamos reagindo pesado com medidas de punição, apoio às populações atingidas, prevenção de novas ocorrencias e também punindo severamente os responsáveis por essa tragedia."
O rompimento da barragem de Fundão, de propriedade da empresa de mineração Samarco, cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP Bilton, liberou mais de 30 milhões de m³ de rejeitos no dia 5 de novembro, destruindo o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, e contaminando o Rio Doce.
A lama jogada no rio pela barragem chegou ao litoral Norte do Espírito Santo e também avançou mar adentro.
No último dia 27, foi identificada a 11ª vítima da tragédia. Daniel Altamiro de Carvalho, de 53 anos, era operador de máquinas e desapareceu no momento do desastre quando dirigia um trator da Integral Engenharia. O corpo foi encontrado no dia 15 e só identificado na sexta-feira, no Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte, pela arcada dentária.
Outros dois corpos ainda estão no IML e aguardam reconhecimento. Oito pessoas continuam desaparecidas, sendo cinco funcionários e três moradores da região.
Dilma visitou Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, no dia 12 e afirmou, na ocasião, que responsáveis pela tragédia de Mariana serão responsabilizados, mas que o governo federal não pode ficar de "braços cruzados". Questionada se vai rever como a mineração acontece no Brasil, ela disse: "Vamos rever tanto ambientalmente, quanto a regulação dos rejeitos".
A presidente também pediu mais proatividade da Samarco, cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP, no apoio às vitimas da tragédia de Mariana.
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