
15/12/2015
Num bosque que sobrevive em meio às encostas desmatadas corre um riacho. Coisa pequena, nem nome oficial tem. Mas se tornou joia na terra devastada pelo maior desastre ambiental do Brasil. Com águas transparentes, ele é um instante de natureza a menos de cinco quilômetros do arruinado distrito de Bento Rodrigues, em Mariana. Voluntários que ajudam pessoas afetadas gostariam que se chamasse Esperança. Pois é nos rios limpos como ele que especialistas depositam as esperanças de recuperar a Bacia do Doce.
Ela não está morta. Mas precisa de sangue novo, da água dos afluentes não afetados. Não basta deixar jorrar. É preciso proteger, desassorear e monitorar rios como o Piranga, o Gualaxo do Sul e o Santo Antônio, afluentes estratégicos para a salvação do Rio Doce devido à qualidade das águas e da biodiversidade. O trabalho já era necessário antes de 5 de novembro. Agora é vital.
O córrego da esperança, no distrito de Santa Rita Durão, deságua perto do lugar onde foi encontrado o corpo de uma das vítimas da tragédia. Como elas, também desaparece sob a lama de rejeitos. Despeja a água limpa no morto Gualaxo do Norte, o rio mais atingido pela tsunami da Samarco.
Saiba mais em O Globo
Rio está entre cidades mais afetadas por ozônio nocivo este ano
01/10/2026
Estudo da Unesp encontra contaminantes ligados ao câncer em plásticos e espumas descartados
01/10/2026
Sertanejo usa plantas e animais para prever chuvas no RN
01/10/2026
Escorpiões que brilham sob luz ultravioleta levam cientistas a duas novas espécies em Roraima
01/10/2026
Duas aves brasileiras estão entre as mais barulhentas do mundo, mostra estudo
01/10/2026
Renda de catadores com venda de recicláveis pode dobrar
01/10/2026
