
08/01/2016
A Guiné declarou o fim do surto de ebola nesta terça-feira, após mais de 2,5 mil pessoas morrerem por causa do vírus no país do Oeste africano, deixando a Libéria como o único país ainda contando os dias para se livrar da epidemia.
“Hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS) declara o fim da transmissão do vírus ebola na República da Guiné”, anunciou a agência da ONU em um comunicado.
O país, onde foi iniciada a epidemia mais grave já registrada de ebola, agora entra em um período de 90 dias de vigilância reforçada, acrescentou a OMS.
A Guiné cumpriu nesta terça-feira o prazo estabelecido de 42 dias a partir do último caso para ser considerado um país livre de ebola. O caso foi de um bebê, o primeiro sobreviver à doença.
A Serra Leoa atingiu esta posição em 7 de novembro. Para a OMS considerar o surto encerrado, depende que a Libéria — o terceiro dos países mais afetados — alcance 42 dias sem registros de mais doentes. Este período termina em 14 de janeiro de 2016. O país foi declarado livre do ebola em maio e setembro, mas novos casos surgiram.
O pior surto do mundo da doença começou em Gueckedou, no Leste da Guiné, em dezembro de 2013, antes de se espalhar para a Libéria, Serra Leoa e sete outros países. Ao todo, mais de 11.300 pessoas morreram.
Moradores da capital, Conakry, saudaram a declaração com emoções misturadas dadas as mortes e os danos que o vírus provocou nos setores de saúde, economia e educação do país.
— Vários da minha família estão mortos. Esta situação nos mostrou o quanto devemos lutar por aqueles que são sobreviventes — afirmou Fanta Oulen Camara, funcionária da organização Médicos Sem Fronteiras.
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