
14/01/2016
Esqueça aquela ideia de poço d’água formado na rebarba de uma cachoeira ou de uma nascente. As piscinas naturais que são tendência em residências da Europa e que estão começando a ganhar espaço na área externa de casas brasileiras são construídas pelo homem. Mas são chamadas assim, ou de biológicas, ou de orgânicas, porque o tratamento da água é feito sem agentes químicos. No lugar de cloro e companhia, plantas e peixes garantem a limpeza.
A piscina biológica costuma ser dividida em duas áreas: uma destinada ao banho e à natação e outra de purificação, onde ficam concentradas flora e fauna. Entre as principais vantagens apontadas pelos entusiastas do modelo estão o consumo de energia reduzido e o fato de não atraírem mosquitos. Por outro lado, podem surgir sapinhos na área das plantas que, eventualmente, podem dar um pulo na área do banho. Além disso, o custo inicial é pelo menos 30% mais caro do que o de uma piscina convencional (cerca de R$ 3 mil, o metro quadrado).
— No fim das contas, a biológica pode ser mais econômica, pois não há necessidade de troca d’água. E, quanto mais o tempo passar, melhor ficará a qualidade da água, uma vez que o processo biológico vai se equilibrando — diz Jorge Fernando Gaiofato Pires, da Arquitetura Positiva, que começou a fazer piscinas biológicas há dois anos.
No terreno de uma casa de veraneio em Sebollas, Região Serrana do Rio, a Arquitetura Positiva projetou uma piscina natural revestida com blocos de concreto (na área da natação) e seixos de rio e pedras brutas (parte das plantas).
— Enquanto no exterior os projetos têm os jardins plantados na mesma linha d’agua da área de natação, brasileiros têm demonstrado o desejo de manter as áreas separadas, proporcionando assim um ambiente com um lago lindíssimo e mantendo a piscina nos moldes mais tradicionais, porém com todos os benefícios da água viva que a piscina biológica proporciona — observa a engenheira ambiental Luciane Oliveira, da Arquitetura Positiva.
Em Itaipava, uma piscina natural de 830 metros quadrados, com uma raia para natação de 65 metros de comprimento, é um dos xodós da casa projetada pelo arquiteto Thiago Bernardes. À noite, o espelho d’água reflete a arquitetura da construção.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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