
21/01/2016
A Oxitec, multinacional britânica especializada em engenharia genética relacionada a vetores e pragas, e a Prefeitura de Piracicaba divulgaram ontem os resultados de um projeto para controle de larvas de Aedes aegypti no bairro Cecap/Eldorado, no município do interior de São Paulo. Com a técnica, que tem como base a soltura de mosquitos machos geneticamente modificados, a empresa afirma que a área tratada chegou, nas últimas quatro semanas de dezembro, a uma incidência de larvas 82% menor do que a de outras regiões.
No cruzamento com os mosquitos modificados, as fêmeas geram apenas ovos que não conseguem chegar à fase adulta. Além de manter o projeto no Cecap/Eldorado por mais um ano, a Prefeitura de Piracicaba anunciou que irá expandi-lo para a sua área central. Já a Oxitec adiantou que negocia a construção de uma nova fábrica na cidade.
Atualmente, a empresa possui apenas uma sede em Campinas, que produz 800 mil mosquitos por semana e tem capacidade para chegar a 2 milhões. A nova unidade poderia fazer com que o projeto fosse levado para outras cidades de São Paulo e estados vizinhos. A parceria custou aos cofres de Piracicaba R$ 150 mil no primeiro ano.
Uma iniciativa parecida é desenvolvida no Rio pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O projeto, chamado “Eliminar a dengue: Desafio Brasil”, consiste na liberação de mosquitos adultos e de ovos com uma bactéria chamada Wolbachia. Os estudos demonstraram que os insetos infectados reduzem a transmissão da dengue, febre amarela, chikungunya e zika. As primeiras liberações foram feitas entre setembro de 2014 e janeiro de 2015, no bairro da Ilha do Governador. Ao final de 20 semanas, 65% dos mosquitos Aedes aegypti da região continham a bactéria, o que configurou um resultado satisfatório. O projeto também está sendo testado agora em Jurujuba, Niterói.
Fonte: O Globo
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